terça-feira, 15 de maio de 2012

Texto de fechamento (ou abertura) do curso


O meu tempo, o seu tempo, o nosso tempo na cibercultura
A participação no curso Práticas de Leitura e Escrita na Contemporaneidade I facultou a ampliação de minha experiência e formação leitora, uma vez que este curso mesclou a participação de professores de diferentes áreas do conhecimento, fazendo com que cada um de nós compartilhássemos nossas visões, conhecimentos e habilidades singulares e plurais. Soma-se a isso, o fato de vivenciarmos tais peculiaridades nos tempos e nos lugares da cibercultura, o que nós possibilitou mais dinamismo e uma criação de tempo adequada às nossas necessidades cotidianas, ou seja, cada membro deste curso adotou uma rotina de tempo e um lugar para interagir com os demais, mesmo que este tempo não fosse aquele estipulado pelo outro que, por inúmero motivos, contribuiu, por exemplo, com uma mensagem no fórum de madrugada, ao invés da tarde escolhida pelo outro membro...
Certamente, colho como frutos deste curso a adoção nas minhas práticas docentes da consciência desta possibilidade e de outras que a linguagem da cibercultura disponibiliza. Uma adoção mais consciente dos usos de ferramentas como blog, vídeos, manipulação e seleção de textos e imagens, interação com o outro e disciplina para lidar com tantas informações.

Por fim, finalizo que o gosto do último fruto  colhido, por hora, tem o gostinho de eu quero mais...
 Mas que seja de outros sabores, não é?

terça-feira, 1 de maio de 2012

Gêneros, gêneros...





 (Sequência de eventos retirada de LAGE, Nilson. Estrutura da notícia. São Paulo: Ática, 2006. p. 21-22)


Com base na sequência proposta por Nilson Lage, cada grupo produziu um texto conforme o gênero pré-determinado a cada um. Baseamo-nos nos fatos relatados da sequência, mas não incluímos todas as ações relatadas para que pudéssemos melhor trabalhar a criatividade.  É uma atividade muito proveitosa para desenvolver com os alunos do fundamental II ou ensino médio, objetivando adequar a escrita ao contexto situacional exigido pelo gênero.       
  • uma notícia para um jornal do tipo popular;
  • uma notícia para um jornal voltado para as classes A e B;
  • um interrogatório (que supostamente aconteceu horas depois dos eventos enumerados e é presidido pelo delegado junto a você, pessoa que encontrou o cadáver);
  • uma conversa telefônica entre dois amigos (você e a pessoa que achou o cadáver); ou
  • uma crônica.
A seguir disponho o texto que produzi
Tum Tum Tum

ATENDENTE: Central de polícia, Osmar, bom dia...
MORADORA: Moço, me ajuda pelo amor de Deus!!!
ATENDENTE: Calma, senhora, relate-me o que está acontecendo para melhor lhe ajudar.
MORADORA: Moço, não, moço, não! Você não entende? É urgente, está muito frio...
ATENDENTE: Sim, senhora, hoje está uma manhã muito fria, concordo, mas só foi por isso que você ligou para uma central de polícia?
MORADORA: Mas eu já lhe disse, está muito frio, duro de frio, você é surdo? Tem que vir alguém aqui em minha casa. Agora! Pelo amor de Deus, está frio!
ATENDENTE: Qual seu nome?
MORADORA: Malvina! Mas está frio moço, mande uma viatura ao meu endereço logo, logo!
ATENDENTE: Não é possível que a esta hora da manhã uma senhora passe trote na polícia, temos muito atendimento de urgência. Vou mandar uma viatura até aí para a senhora tomar uma “ca-fe-zi-nho” com o delegado. Acho que assim, a senhora não sentirá mais frio, não é?
MORADORA: Graças a Deus!!!
TUM, TUM, TUM, TUM...
PARTE 2
ATENDENTE: Central de polícia, Osmar, bom dia!
MORADORA: Oi, seu Osmar, já ouço a viatura chegando.
ATENDENTE: Liguei para tirar uma dúvida...
MORADORA: Pode perguntar!
ATENDENTE: Por acaso você é a “Malvina Solitária da Zona Leste”?
MORADORA: E você é o “Atendente 24h”?
ATENDENTE: Não acredito, depois de seis meses de amizade virtual nós iremos nos conhecer em uma delegacia.
MORADORA: Puxa, o dia começou mal, mas tem tudo para acabar bem... Estão tocando a campainha, são os policiais, até daqui a pouco. Ah, e não me esqueci do cafezinho com o delegado, rsrsrsrs.

Depoimento de leitura e escrita



Ao  ler os depoimentos, ou melhor, as memórias de cada um dos integrantes do presente curso ficaram mais evidente para mim a importância de palavras como desafio, compartilhamento, família, atrevimento, estímulo, imaginação, oralidade, audição, imagem e ambiente leitor no processo da formação do leitor.
Cada um de nós que estamos aqui como professores leitores conseguimos enfrentar os desafios e aproveitar os estímulos na trajetória de nossa formação leitora.
Minha mãe fez magistério, mas quem me influenciou mais na leitura fora meu pai, o qual terminou o 4º. ano do ensino fundamental via correio, no entanto, passava as tardes de sábado e domingo lendo jornal, colecionando fascículo de enciclopédia ou folheando as famosas seleções reader's digest. Meu pai acabava de ler e me chamava, ele me entrega o jornal ou as suas outras leitura. Quando eu conclui o mestrado, ele mesmo sem saber o que era uma Dissertação, pegou o volume, pois debaixo do braço e passou a tarde mostrando para seus amigos. Realmente meu pai foi meu espelho, meu estímulo, meu “ambiente leitor”.
Complemento meu depoimento  com os destaques que fiz da leitura de depoimentos de algumas personalidades sugeridas pelo presente curso:
Ler é suspender a passagem do tempo (Chauí)
A literatura é um meio de aprender a sonhar a própria liberdade.  (Calligaris)
A literatura desenvolve em nós a humanidade (Antônio Cândido)
A leitura alimenta espiritualmente (Violla)
A experiência literária é um ritual antropofágico. (Rubens Alves).
Para fechar estas frases prefiro citar uma outra frase não arrolada entre estas: “Um país se faz de homens e livros”  (Monteiro Lobato). Então devoremos os livros como deseja o Rubens Alves e suspendamos a passagem do tempo para aprender a sonhar a própria liberdade, logo, seremos mais humanos e estaremos com a alma alimentada.
Abraço a todos.

Perfil


Meu nome é Valéria e sou professora de língua portuguesa no estado e professora orientadora de leitura no município de SP. Gosto muito de ler contos e crônicas impressos ou virtuais, sou viciada nos cliques da cibercultura, porém certamente meu maior prazer é brincar com meus filhos e marido ou simplesmente ficar a toa no sofá (mas confesso que no colo levo meu netbook, rsrsrs...)

A colheita dos frutos


                                                   
Socializo com vocês as principais atividades desenvolvidas no curso. A primeira é o delineamento de nosso perfil. Segunda, um depoimento de nosso constructo enquanto leitor e produtor de textos escritos. Terceira, uma conversa telefônica produzida para colocarmos em práticas conceitos sobre esfera pública e gênero textual. 

APRESENTAÇÃO




Olá pessoal, este espaço é fruto das atividades dinamizadas pelo curso “Práticas de Leitura e Escrita na Contemporaneidade”, promovido pela Escola de Formação de Professores (EFAP). Você também pode contribuir com seus frutos da prática pedagógica e colher o que você mais apreciar. Boa leitura.